A Dª Odete é uma senhora maravilhosa que foi nossa vizinha antigamente, quando meus pais eram recém-casados. Ela e suas filhas ajudavam a minha mãe a cuidar de mim com muito carinho, por pura amizade.
Inclusive eu nasci no dia do aniversário de 18 anos da Sueli. A mãe diz que ela passeava comigo para tudo enquanto era lugar. Até colocava aliança no dedo esquerdo para os outros pensarem que era casada e que eu era filha dela.
A Célia e a Cláudia eram o máximo, brincavam comigo e com a Dani de tudo. Nós tínhamos paixão por elas.
O João, filho dela também gostava muito de mim e passeava demais comigo, segundo a mãe.
O Sr. Ramos e a Dª Odete me amavam demais, eu dormia na cama com eles muitas vezes e acordava de madrugada pedindo "bebel" que era "Mirabel" antigamente e wafer hoje. Daí o vício que quem me conhece sabe muito bem.
Pena que o Sr. Ramos já não está mais entre nós. Mas a Dª Odete continua a nos alegrar. Ela sempre diz ao pai que ele é muito bonito e que é um "terrão" de homem. Ele fica se achando com os elogios dela. Desde antigamente ela diz isso para ele.
Hoje estou escrevendo esse texto para falar deles, e principalmente pela Franciane, filha da Sueli, que fez uma amizade muito grande comigo via MSN. Ela é muito legal e conversa comigo quase todos os dias. Nos dias em que não nos falamos sinto falta dos nossos bate-papos. Ela tem um irmão, o Herald, que era chamado de Aline pela Sueli porque era enjoado que nem eu.
Eu fui dama de honra do casamento da Sueli e custei a achar uma sandália para entrar na igreja porque eu era (e ainda sou) muito chata para gostar das coisas.
Ah, e a Sueli é amicíssima da mãe até hoje e foi ela quem deu banho em mim, na Dani e no Júnior quando éramos recém-nascidos.
Tenho que falar também do vovô, que era o pai da Dª Odete. Ele me chamava de Nina e um dia o pai ia me bater e ele repreendendo-o disse: _"Sr. Batista, não bate na Nina perto de mim, não." E o pai imediatamente o obedeceu, pois o respeitava demais.
Nossa, é tanto coisa para contar. Mas o mais legal é que eu fugia para a casa da Dª Odete e quando alguém me procurava lá estava eu no meio da família que eu tanto amava.
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