quarta-feira, 6 de abril de 2011

DE VEZ EM QUANDO A SAUDADE DÓI LITERALMENTE!

De vez em quando a saudade do Tio Val me dói de verdade, me dá um aperto no peito, um nó na garganta, não sei como explicar direito. Só sei que fico pensando como seria se ele ainda estivesse entre nós. Acho que ele iria morar aqui no sítio, pois não nos largava nunca. Além disso, fico pensando que ele não viu minha formatura, meu casamento, meu carro, eu dirigindo, as coisas que conquistei, o filho que um dia terei, etc, etc, etc.
Sinto tanto a falta dele. Não me esqueço de quando aprendia palavras novas e principalmente diferentes do vocabulário do dia-a-dia na escola e chegava o chamando daqueles nomes. Eu falava: "Tio Val, você é singelo", ou então "Você é sereno".
O Tio Val tirava onda que sabia matemática e quando eu ia perguntar alguma coisa a ele, dizia: "faz 20 anos que não vejo isso". Era hilário.
O pior é quando ele chegava tonto lá em casa fim de semana com uma porção de carne para mim que mandava fazer no maior capricho no Bar do Garotinho. Eu brigava com ele e às vezes até o mandava embora. Não gostava quando ele bebia.
Pois é, numa triste quinta-feira, 04 de janeiro de 2001, aquele que me chamava de "amorzão" entrou no ônibus da firma, depois de trabalhar o dia todo e infartou, morrendo na hora.
Deus sabe de todas as coisas, o tempo de cada um, mas que dá MUITA saudade, isso dá.

4 comentários:

  1. Poxa Aline, o "Tival" realmente deixou saudades muitas. Aquilo lá era uma peça! Kkkkk...
    Tirava onda de matemático (lembra do cão Pitágoras?), mas se enrolava todo na explicação e dizia que havia mutio tempo que tinha visto aquela matéria. Ja me enrolou várias vezes assim!!
    Pra ele, todos tinham um apelido: Mozão (as meninas da família), Zanzan (eu, acho que era redução de 'zambeta'), Brown (Wilson), etc.

    "É ruim de ser eu!"
    Valdir Sebastian

    *ele não admitia ser um 'sebastião' ! rsrsrsrs

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  2. Marcelo,

    Adorei seu comentário. Muito pertinente. O Tio Val era uma figuraça, daquelas pessoas q qdo se vão, não achamos outra = . Pena ter ido tão cedo, mas Deus sabe de todas as coisas. Mas q dói mto a saudade, ah, isso dói. Eu é q sei, pois ele era quase um pai p mim. Bjs.

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  3. Ai que saudade dele também!
    Quantas vezes ele chegava lá em casa e a gente falava: Tio Val quero chocolate, ele descia a rua pra ir comprar pra gente!
    Ele realmente "não existia" era peça rara.
    Imagina se ele visse o Júnior?! Com toda certeza ele estaria morando aqui no sítio.
    Saudade eterna!!!
    Dani.

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  4. É verdade, Dani. Eu tenho certeza que ele moraria com a gente. Nossa, ele ia ser louco pelo Júnior assim como era pela Nyêzinha. Posso afirmar isso.
    Pessoa =, não haverá nunca.
    Saudade grande e doída.

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