quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

REVOLTA!

Estou revoltada, ou melhor, indignada com a situação da minha avó paterna. Os filhos todos (oito) dizem que a amam, demonstram gostar dela, etc, mas ficam fazendo o maior jogo de empurra na hora de tomar decisões quanto ao futuro dela, ou melhor, o presente, já que nesse momento ela se encontra com mal de Alzheimer e precisando de cuidados o tempo todo, de uma referência de local para viver, etc.
Já tomaram diversas decisões quanto ao destino dela. A cada dia ou semana que passa surgem idéias diferentes, um falando isso, outro falando aquilo e no fim das contas ninguém quer assumir o fardo. É isso mesmo, a palavra correta (pesada, é verdade) é que a pessoa com mais idade, que precisa de cuidados constantes, torna-se um fardo para a família. Pelo menos isso é o que eu tenho assistido, sem poder fazer nada, já que sou simplesmente uma neta. 
Eu sei e até entendo que não é fácil ficar por conta de um idoso o tempo todo, assumir uma responsabilidade tão grande de renunciar praticamente a sua vida, os seus afazeres para cuidar de alguém. Mas também acho que há caminhos para a solução do problema, como um rodízio para tomar conta dela, pagar alguém para fazer isso, sei lá. O complicado é que cada um não pode isso, ou não pode ou não quer aquilo, ou pior ainda, não concorda. E aí a maioria fica fingindo que é bonzinho, que quer o melhor para ela, mas o tempo está passando e não aguento mais falação e informações diferentes chegando ao ouvido do meu pai direto. 
Deve-se tomar uma decisão com a qual pelo menos a maioria concorde e solucionar a questão. A minha vontade é chegar para a minha avó e contar tudo, dizer que a maioria dos filhos não está nem aí para ela. Só sei de uma coisa: quando ela morrer não quero saber de choro falso na beira do caixão.
Sei que devo estar chocando algumas pessoas com esse texto, mas na verdade é um desabafo, pois não aguento mais ficar ouvindo isso e aquilo, mudanças de decisões e opiniões o tempo todo. Aff.

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