A Marly é nossa amiga desde quando o Bruno, filho dela, tinha 1 aninho. E hoje ele tem 23 eu acho. Nós nos conhecemos quando mudamos para uma casa em cima da dela. Casal novo, lindo (ela e o Lei). Fizemos amizade rapidamente e ficávamos uns na casa dos outros o tempo todo. Fim de semana também estávamos juntos sempre, ou indo para o nosso sítio passear ou comendo traíra no barzinho em frente, o Bip Bip ou indo ao Tia Aurora almoçar nos domingos, no frango ao molho pardo em Torreões (detalhe: todos acabavam de comer e o Lei estava lá, firme e forte, comendo tudo o que ainda tinha na mesa, ah, e sempre foi magrinho. Vai entender).
A Marly é uma das pessoas mais calmas e mansas que conheço. Fala devagar, não tem pressa para nada, parece que não se preocupa nunca. Inveja santa! (Inveja no bom sentido, expressão criada pela minha amiga Rita, que eu amo).
A Marly sempre chegou atrasada em todos os lugares, inclusive na igreja, o que achávamos bem curioso. Se o culto era às 19 h, mais ou menos neste horário ela estava começando a se arrumar. Sempre foi assim. Uma comédia. Nós lá de casa que sempre fomos muito estressados e pontuais, quase morríamos de nervoso. Para ir embora dos lugares também, às vezes o Lei já estava no carro e ela lá, batendo altos papos no portão na hora de sair dos lugares.
Ela era tão tranquila, que o Bruno tinha uns 7 ou 8 anos, nem dava altura e já dirigia o carro deles lá no sítio.
Mulher forte, maravilhosa, temente a Deus, segurou todas as barras sempre. Quando o Lei adoeceu muita gente achava que ela iria entregar os pontos, até mesmo abandoná-lo, pois era ainda muito nova e bonita, mas não, ela esteve com ele em todos os momentos e estão juntos e felizes até hoje.
Ela sempre foi nossa companhia de todas as horas, lá em casa, em todos os momentos, de festa, de alegria, de tristeza, de dor, em tudo estavam ela e sua família maravilhosa.
Pena que voltaram para a sua cidade de origem: Ipatinga. Mas Deus sabe de todas as coisas. Porém, se eu pudesse escolher, iria querê-los aqui, bem pertinho de nós.
Mulher abençoada e de Deus essa! Mulher rara, virtuosa, difícil de se encontrar, principalmente nos tempos atuais.
Estou hoje escrevendo para agradecer a Deus pela vida dela que completa mais um ano nesse dia bonito.
Pessoa sem igual, maravilhosa por dentro e por fora.
Amiga, todos os adjetivos seriam pouco para definir e descrever você, então, ouso defini-la numa só frase: simplesmente Marly.

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