Hoje faz uma semana que aconteceu a tragédia do acidente com o Marquinhos. Tenho me sentido bem estranha, até meio depressiva. Acho que isso mexeu muito comigo.
Todos os dias quando estou aqui trabalhando tenho a mesma sensação de que a qualquer momento ele vai chegar e perguntar pelo Zé Hélio, e se poderia ir até ele e se eu daria licença para ele entrar.
É fato que nos acostumamos demais com certas pessoas. Principalmente quando elas são simpáticas ou nos tratam bem ou são parceiras da gente, como era o caso dele. Tenho sofrido a morte dele como se fosse a de alguém da minha família, alguém bem próximo mesmo. O que noto é que o costume faz isso com a gente. Acostumamos a certas coisas e pessoas e é muito difícil quando algo ou alguém nos é tirado do convívio de forma brusca.
Peço a Deus para que tenha misericódia de mim, pois tem sido bem difícil trabalhar aqui e lembrar o tempo todo dele. Parece que tudo o que acontece, o vazio, o lugar, os carros estacionados sem o dele, a loja dele aberta ora sim, ora não, tudo me faz sofrer bastante.
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