O pai da minha mãe, que eu nem conheci, foi à 2ª Guerra Mundial. Ele deixou um pequeno caderno com anotações do tempo em que se encontrava lá. É muito curioso ler aquelas coisas, ler aquelas contas, etc. A mãe diz que ele era um ótimo pai.
Passado muitos anos após retornar da guerra, ele sofreu um infarto trabalhando e morreu, deixando minha avó viúva aos 38 anos, detalhe: com vários filhos para criar.
Meu pai faz uma brincadeira de mau gosto para estressar minha mãe de vez em quando. Diz que o pai dela ficava escondido no cemitério. Ela fica brava e fala mal do meu avô paterno para descontar, diz que ele só sabia fazer filhos. Mas é tudo brincadeira.
Só sei que em São João Del Rei tinha uma placa que homenageava os ex-combatentes e o nome do meu avô estava lá: Mario Amado de Rezende. Essa placa agora foi colocada em Ritápolis, cidade natal do meu avô. Eu só descobri isso porque minha mãe me disse esses dias.
Um dia teve uma solenidade lá para homenagear os ex-combatentes, e vários velhinhos que foram à guerra estavam lá, todos arrumados, imponentes. O pai disse que quando chamaram os familiares dos ex-combatentes a mãe tinha ido ao banheiro. E a mãe diz que quando voltou do banheiro o pai estava lá no meio dos velhinhos posando para as fotos. O pai é uma figura, gente.
Amei esse post!!! Esse diário é uma relíquia, que coisa bacana, Aline!!
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